O mercadodoLusitano.

Fundada em 1748
Fundada em 1748 pelo Rei D. João V, a Coudelaria de Alter Real é a mais antiga coudelaria do mundo em funcionamento contínuo no mesmo local. Berço da raça Alter Real, uma variante nobre do Puro Sangue Lusitano.

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Uma viagem pela história do cavalo português, num cenário de rara beleza.
Foi a vontade de um rei que fez nascer aquela que viria a ser a casa-mãe do cavalo puro-sangue lusitano em Portugal, a Coudelaria de Alter.
Aficionado dos cavalos, D. João V mandou construir, em 1726, as Cavalariças Reais de Belém, transformando um picadeiro barroco numa de três quintas que adquirira nessa zona, num Picadeiro Real. Com a obra concluída, o monarca, incentivado pela rainha, Dona Maria Ana da Áustria — também ela amante dos cavalos e da prática equestre que estava muito em voga nas cortes da época — apercebeu-se da necessidade de dotar Portugal com os melhores cavalos de sela de produção nacional, aptos para a prática da Alta Escola.
Com esse desejo real em mente foi fundada, em 1748, a Coudelaria Real de Alter. O local escolhido foi a Coutada do Arneiro, numa propriedade com cerca de 800 hectares. Entre 1749 e 1770, formou-se aqui uma manada cujo núcleo primitivo foi composto por éguas de origem andaluza, na sua maioria de pelagem castanha.
Apesar de impulsionada pelo Rei D. João V, foi ao filho deste monarca, D. José I, a quem coube o mérito da instalação e estruturação daquela que ainda hoje é a mais notável Coudelaria Portuguesa.
Ao longo de quase três séculos superou adversidades históricas, genéticas, sociais e económicas que teriam fechado a maioria das casas — e é essa sobrevivência, e não uma continuidade sem falhas, que a distingue: como se lê mais abaixo, a recuperação de 1942 partiu de onze éguas e três garanhões.
Entre 1770 e 1800 a Picaria Real atingiu o máximo esplendor, para o que também foi decisivo o ensino do Estribeiro-Mor, D. Pedro de Meneses, 4.º Marquês de Marialva. Em 1790 foi publicada "A Luz da liberal e nobre arte da cavalaria" de Manoel Carlos de Andrade, Picador da Picaria Real.
No decorrer do século XIX, a instabilidade da vida nacional reflectiu-se na vida da Coudelaria. De 1842 a 1910 passou por grandes dificuldades com cruzamentos mal-sucedidos com sangue de tiro e árabe. A partir de 1876 voltaram a ser utilizados reprodutores Alter Real.
Em 1942 a Coudelaria Militar de Alter do Chão foi extinta e integrada no Ministério da Economia. O trabalho de recuperação do Alter Real iniciou-se com 11 éguas e 3 garanhões — "Regedor", "Vigilante" (cedidos pelo Dr. Ruy D'Andrade) e "Marialva II". Foi com base nestes três reprodutores que até 1979 se conseguiu a recuperação da raça.
A partir de 1980 desenvolveu-se um trabalho constante de especialização em Alta Escola, impulsionado pelo lançamento da Escola Portuguesa de Arte Equestre em 1979. Em 2007 a Coudelaria foi integrada na Fundação Alter Real e desde 2013 é gerida pela Companhia das Lezírias, com a missão de preservação do património genético da raça lusitana, nas linhas genéticas da Coudelaria Nacional e Alter Real.
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Horário
Terça a Domingo: 10:30 e 15:00 (visitas guiadas com duração de 2h30)
Alter do Chão, Alentejo
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Coudelaria de Alter Real
Alter do Chão, Alentejo